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Extermínio de Pensamentos

É um desatino que para aqui vai...

Extermínio de Pensamentos

É um desatino que para aqui vai...

23
Out18

É com cada coincidência

Terminatora

Dados os últimos acontecimentos, andava ontem à procura de um filme com que me pudesse animar, ou ajudar a deitar todas as mágoas para fora. Depois de ver vários que não me chamavam minimamente a atenção, parei num de Keanu Reeves e Winona Ryder - Destination Wedding. 

 

Eu por ver o nome, pensei logo, alguma piroseira sem muita graça, mas li mais ou menos o resumo e pareceu engraçado. Decidi carregar no play, pensando que me ia desmanchar em lágrimas todo o filme... Mas para meu espanto, ri-me imenso. Este não é o típico romance ou a típica comédia romântica. Tem ironia, sarcasmo, cepticismo, frieza, negatividade, mas também tem esperança, transparência, falhanços e positivismo. Estão bem patentes nos personagens e são elas também o oposto uma da outra. São personagens estranhos, carracundos e sem esperança na humanidade. Já para não dizer que são dois actores fabulosos e interpretam na perfeição estes desajeitados. 

 

Não é filme para o gosto de qualquer um, provavelmente se eu estivesse numa fase muito animada da minha vida, iria achar o filme completamente aborrecido, mas identifiquei-me imenso com todas as conversas das personagens e só quem já viveu algo parecido, consegue se rir do que acontece, pois de certa forma reve-se naquelas duas personagens. 

 

Achei bastante irónico também dar com o filme especialmente agora (!).

Enfim, eu recomendo vivamente a quem não perdeu a coragem de entregar seu coração apesar de todas as desilusões, que já sabemos de antemão, poderão acontecer. E mesmo assim, não enterrar esse sentimento bonito que é o amor. Não vou partilhar o trailer, acho que isso estragaria.. Eu não o vi antes de assistir ao filme, acho que se assim fosse, não o teria visto. 

 

 

 

10
Out18

Serei normal?!

Terminatora

Sempre fui uma pessoa muito certinha. Nunca fumei, nunca bebi até me esquecer do que aconteceu no dia anterior, nunca experimentei qualquer tipo de droga. Nunca andei em "más" companhias. Nunca dei desgostos de maior ou preocupações de maior aos que me rodeavam. 

Enfim, sempre fui alguém exemplar. Umas vezes elogiada pela sua forma de estar. Outras vezes criticada e gozada. 

Lembro-me bem de quando amigos meus próximos começaram a fumar, nunca me incentivaram a experimentar, mas eu bem que os tentei dissuadir de não continuar. 

Sem sucesso...

Mais tarde conheci quem experimentasse algumas coisas mais "pesadas". Andavam sempre a rir, de bem com a vida... Loucos, como eram apelidados por outros. Nunca me incentivaram, nem convivendo com eles alguma vez experimentei. 

 

Já recentemente, conheci várias pessoas que fazem do uso de "erva" um ritual diário. Ajuda no alívio de suas condições depressivas, ajuda-os a relaxar. 

No trabalho, lido com fumadores que estão constantemente a fazer pausas de  10min para fumar... enquanto eu tenho que ficar a trabalhar todo esse tempo, sem direito a café muitas vezes. 

 

Questionei-me um dia destes, não fumo, não bebo, não faço nada forma do normal... Serei eu normal?! É que me parece que todos esses vícios e consumos são vistos como normal. As pessoas estão dependentes deles. Elas não conseguem imaginar sua vida sem eles. E espantam-se se eu digo que nunca fumei, que bebo muito raramente e não tenho necessidade na maior parte das vezes disso. Que nunca fumei erva. Ou seja, nunca estive "relaxada"... Não tenho vícios. 

Eu nunca os tive, por isso não sei.. Mas fico triste por elas. Elas são controladas por essas substâncias. As suas vidas giram em torno de coisas para aliviar seus dilemas, suas preocupações, seu stress e nervosismo. 

Adoram espatifar dinheiro em coisas que as controlam. 

Confesso que sinto um certo orgulho em não ter algo assim que me controle... No entanto, custa-me encontrar um sítio onde me sinta encaixada.. Parece que todo o mundo é normal à parte de mim. 

 

Dou por mim muitas vezes a pensar... Não és normal...

09
Out18

Desculpa mas...

Terminatora

Não me voltarei a anular. 

Não voltarei a recuar.

Não voltarei a dar sem receber.

Não voltarei a me esconder da multidão. 

Não voltarei a desacreditar o amor.

Não perderei a esperança de um amanhã melhor.

Não desistirei de querer ser mais. De querer ter mais.

Não me darei por vencida, nem que seja a última batalha.

Não me esquecerei de dizer basta. 

 

 

07
Out18

Problema

Terminatora

O que ando a fazer? Pergunto-me. 

Quis mudar a minha vida, mudar e começar de novo, mas parece que os fantasmas do passado ainda me perseguem. Aqueles pequenos traumas, pequenas obessões que se parecem ter tornado gigantes, afinal nunca me deixaram. Nunca me consegui livrar deles. Eu mudei de lugar... Deixei as pessoas, deixei "amigos", deixei família... Tudo ia ser melhor. Fugi de onde pensava estar o "problema", mas descubro que o problema sou eu. 

 

 

10
Ago18

Tempo

Terminatora

Não consegui agarrar o tempo e fazer dele prisioneiro. Trapaceiro de natureza, escapa-se-nos entre os dedos, quando pensamos que dele temos controle. 

Tempo...esse vilão que não deixa perdurar as coisas boas um pouco mais. Esse mercenário que é capaz de esmagar tudo à sua passagem. 

Tentei ser sua amiga, mas é um ser sem coração. Nele não podem habitar sentimentos, quando muito ele alimenta-se dos nossos. Especialmente nas despedidas. 

Imagino-o a rejubilar-se de escárnio e alegria por sentir que tem o poder de não nos dar mais, quando a despedida vem. Maldigo-o insessantemente. Como pode ele ser tão frio e cruel? Não tem um pingo de compaixão e arranca-nos aos bocadinhos o que de mais precioso temos. Tortura-nos lentamente... Manipula diariamente. E nós cegos, (!) seguimos o que ele dita e regulamos nossa vida como ele manda. 

Uma vez mais, somos marionetas do maior ancião alguma vez existente. Esse que tem vida eterna. Esse que dita a nossa própria existência. Esse desconhecido, manhoso e cruel que não concede segundas oportunidades. Esse que subitamente leva tudo e deixa-nos vazios. Esse ser sem alma que de nós não tem compaixão. 

 

23
Abr18

Se

Terminatora

Se há uns tempos me sentia apática e sem vida; apenas mais um ser entre esses tantos que por aí vagueiam, deambulam qual zombies e autómatos. 

Se eu disse que não sentia nada, que não conseguia criar laços duradouros, que não conseguia me dedicar inteiramente a outro ser.

Se eu disse que não voltaria a amar outro ser, que não me comprometeria com o destino, que esqueceria o que é isso de querer construir vida com alguém.

Se eu disse que não falaria de sentimentos e desejos, que não mostraria meu lado fraco e vulnerável, que não daria passo em frente, que não me aproximaria.

Se eu disse que iria banir do futuro tudo o que pudesse desencadear tais pensamentos furiosos, que queria inverno e outono para sempre, que não queria de forma alguma voltar a sentir tormentas.

Se disse tudo isso, se tentei ser alguém que não eu, se quis banir tudo de bom que havia no futuro, se quis esquecer o quão importante é ter alguém que nos OLHE e VEJA de verdade, foi porque não estavas no meu passado. 

17
Dez17

Reflexão

Terminatora

Lembro-me quando iniciei o blogue. Foi numa altura que precisava urgentemente de um sítio onde descarregar tanta frustração, resignação e pressão que sentia no dia-a-dia. Costumo reler o passado, e termino sempre a rir das coisas que tão desenfreadamente escrevi na altura, a maioria sem pensar duas vezes, baseada somente nalguma experiência recente. Nunca foi minha intenção ter textos escritos diariamente, até porque com o trabalho que tenho é impossível, aliás não impossível, mas seria mais desgastante para mim, se bem que adoraria muitas vezes ter um papel à mão para entornar o que me dói na alma ou o que me alegra. E não é minha intenção falar de assuntos que todos falam, a não ser que me apeteça dar alguma opinião, afinal fiz este blogue para mim, como uma espécie de terapia. Até recentemente só quem vinha ler sabia da existência dele. Nunca partilhara antes com alguém que eu tenho um blogue. Sim apetece-me partilhar pensamentos, ideias, desabafos, mas não queria ser "visível". A invisibilidade que a internet por vezes proporciona, é confortável. Posso expôr o que realmente penso, a pessoa que realmente sou e não tenho que ter receio que me vão apontar o dedo para fazer troça. Mesmo que o façam agora, não tem qualquer importância, mas já me importei demasiado no passado. E há traumas que nunca se consegue ultrapassar. Consegue-se dissimulá-los, esquecer por momentos que existem, mas voltam sempre para nos atormentar. E de que vale nos queixarmos deles? Quem entenderia? Apenas cada um sabe a forma como esses traumas afectaram a si. 

 

E quando escrevo textos, não penso muito neles. Fluem com o que penso no momento, não perco horas a tentar construir algo de coerente. Sairá coerente se tiver que ser. E hoje escrevo com mais calma, mais sabiamente que há dois anos atrás. O caminho que percorri até aqui foi bem tumultuoso, foi de profunda aprendizagem. De mim, dos outros, das minhas escolhas. Só fico triste por ter consumindo tanto tempo pelo caminho mais demorado e sofrido. Por não ter acreditado nas capacidades que sei que tenho, por ter deixado que acasos da vida tomassem as rédeas da minha, por não ter confiado nos meus instintos. Por não me ter amado. 

É sempre do sofrimento que surgem as maiores aprendizagens, é deles que renascemos outras pessoas. É por causa deles que grandes mudanças acontecem. E ainda bem! Como aprenderíamos nós? Como saberíamos nós, os prós e contras das decisões, mesmo antes delas acontecerem? 

 

Olhando para trás, estou feliz das decisões que tomei. Feliz pelas pessoas que conheci, feliz por ter deixado outras para trás. O comboio segue seu rumo, nas paragens que faço há sempre gente que entra e sai. Lições novas para aprender. No horizonte, está um mundo de possibilidades para descobrir. E logo eu... que não gosto nada nada de aprender e descobrir! 

12
Ago15

A todo o vapor

Terminatora

Julgo que não sou desta família. Devo ter sido trocada no berçário. Será que é bom, ignorar o desabamento de uma vida inteira? Será que ter a cabeça vazia de pensamentos e reflexões é bom? Será que não reflectir nas nossas atitudes diárias, é bom? Será que a mente estará mais leve? Haverá espaço na mente para outras coisas?

Como será ter uma mente repleta de ignorância? Gostava de saber..se bem que me considero ignorante, só que tenho os pensamentos sempre a milhas...a trabalhar a todo o vapor! Não me dá descanso esta cabeça...

Por vezes trabalham tanto, que balbucio parvoeiras sem me aperceber. Que nervos...

26
Mai15

Planos

Terminatora

Durante uma boa parte da vida, perdemo-nos em sonhos e planos para nós. Para os outros. Para o Mundo.

Perdemo-nos de tal forma, que à medida que vamos vivendo, acordamos para a realidade. Os planos nem sempre correm como foram traçados inicialmente. Os sonhos...permanecem sonhos. Mas ainda assim, o sonhar, o planear, continua lá. Insistentemente, continuamos a sonhar, a planear. Vivendo como se tudo fosse um dia acabar da forma que desejamos.

O ser humano consegue ser tão idiota. Consegue acreditar em coisas que transcendem qualquer realidade.

Vivo pensando, para que serviu tanto plano? Para que foram todos aqueles sonhos? Porquê perder tempo com planos?

Porra tens quase 30 anos.... chega de planear!! Chega de esperar por realizações que não acontecem! Os outros não se importam com os teus sonhos, ou com os teus desejos! Aquilo que planeias, ou será para ti; ou não será!

É por isso que não acredito mais em sonhos. Não acredito mais em planos. A vida não é como se vê. Aquilo que vemos, é o que queremos crer. Aquilo em que eu cri, não mais é a realidade. Só quero crer no presente. Na verdade, sem máscaras, sem filmes, sem mentiras. Porque o presente é o único que nos dá uma certeza. É o único plano que temos. É nele que devemos concentrar nossas energias e nossos pensamentos.

Jogo fora tudo aquilo em que eu cri até ao momento. Apenas creio no agora, e é no agora que vou viver.  

23
Abr15

Dor

Terminatora

Há muitos tipos de dores. Do coração, da cabeça, do corpo, do pensamento. Há muitos tipos de dor. A que custa mais suportar é a nossa dor. Embora compreendamos que exista piores dores, piores sofrimentos que o nosso. A nossa dor é sempre grande e dificil de suportar. Porque sofremos nós? Porque sentimos tanto assim? Porque pensamos assim? Há coisas díficeis de explicar e compreender.

Porque gostamos nós de ficar a remoer, revolver em sentimentos negativos e tristes? Ao ponto de que nem estamos felizes ao lado de quem mais nos apoia e acarinha.

Ficamos tão submersos nesses sentimentos e nesses pensamentos atrozes, como se gostassemos de sofrer! É algo que eu ainda não compreendi. E nem sei porque gosto tanto de estar imersa e me afogar em mágoas assim. Na verdade não gosto, mas não consigo evitar lá voltar, sempre que estou só, sempre que estou triste, sempre que me põem triste.

Queria evitar ficar triste. Queria evitar, Pensar!

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