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Extermínio de Pensamentos

É um desatino que para aqui vai...

Extermínio de Pensamentos

É um desatino que para aqui vai...

05
Jun18

A tomada de consciência

Terminatora

Apesar de estar ausente aqui, eu estou sempre atenta. Atento sempre ao que se está passar ao meu redor. Presto atenção ao que vai passando para o mundo, noticías e não-notícias. Acontecimentos e desastres. Estou bem atenta e vejo, mesmo quando para meu bem, eu finjo não ver. 

Eu preocupo-me. Preocupo-me demasiado até, com assuntos que não me afectam directamente, afligo-me por ver o outro em apuros. Aflijo-me bem mais do que na verdade gostaria e revolto-me bem mais do que devia. 

Eu já devia saber que mais de 95% das pessoas só pensa no seu umbigo, são marionetas das instituições e do sistema. São essas que influenciam outras e outras e outras... Formando assim um ciclo vicioso de violência psicológica que nunca mais terá fim. 

Eu sonhei, sonhei que continuaria a defender essas pessoas violentadas e que só haveria amor para dar. Sonhei que as pessoas não seriam mais manipuladas e elas andariam de braços dados com seus outrora concorrentes. Sonhei que todos estavam felizes, simplesmente a trocar sorrisos e risos, e estórias e beijos. Não seria preciso mais nada para que pudesse haver plena felicidade, além do amor. 

 

O amor seria a resposta que todos procuram. O amor seria aquilo que eles queriam. Mais que uma carreira bem sucedida, mais que um carro ou vestidos de 500 euros. Mais que bens materiais... O amor seria o único objectivo a alcançar. 

O amor seria a resposta de todas as questões que nos consomem e não sabemos responder. 

O amor é a resposta a todas as questões.

 

 

20
Fev18

Vocações

Terminatora

Quando andava na primária, se me perguntassem o que queria ser quando fosse grande, responderia sem hesitar: ou professora ou médica. Já quis ser astronauta (dizem-me que todos já quiseram no fundo o mesmo), veterinária. Até polícia!.. 

 

Mas o ensino e a medicina, foram sempre as áreas de que mais gostei. No entanto, passaram-se os anos, não que ficasse grande, porque mal passei de metro e meio! O meio à nossa volta muda, as nossas experiências diárias moldam-nos a toda a hora. Até que certa altura, não quero mais ser professora! É difícil lidar com crianças e jovens. São maldosos, são mesquinhos, são rebeldes, são mal educados.. E eu não queria de todo, para além de sofrer o que já sofria, ter que chegar a professora e lidar com uma sala de gente malcriada. Eu não iria saber como controlá-los e fazer com que me respeitassem. Como é que eu conseguiria? Impossível. 

 

Ok..resta-me a medicina. Adoro ciências, biologia e tudo o mais que se relacione..Excepto química, mas lá desbobino qualquer coisa de razoável nessa área. No entanto, sucedem-se uma série de mudanças, revoltas pessoais. Ir para a Universidade seria quase impossível. Já sabia que o meu futuro seria terminar o 12º ano e ir trabalhar. Estava a sonhar com medicina para nada. Eu tinha noção que seria um fardo demasiado grande para a minha família se continuasse a estudar. Nunca me encorajaram a continuar. Em discussões com meus pais, lá decidi deixar tudo a meio e seguir para algo que resultasse num emprego rápido e talvez frutífero. 

 

Hotelaria. 

 

Não que gostasse assim muito, mas era o emprego com mais vagas na área onde vivia. Dediquei-me, como se fosse para outro assunto qualquer que gostasse muito. Terminado o curso, arranjei facilmente trabalho, já podia aliviar a família. Ajudar a pagar contas, gerir meus gastos sozinha. 

Seguiram-se altos e baixos. Nunca ficando permanente em sítio algum. Sentia-me sempre deslocada, acabei por desenvolver um gosto maior por pastelaria e ali fiquei... Até hoje. 

 

Hoje gosto do que faço, aprendi a gostar. Não foi um caminho fácil. Tive que moldar em muito a minha forma de ser. Se eu comecei com personalidade de freira, onde só ouvia, trabalhava e calava, hoje em dia pode-se dizer que sou uma fera. Não.. não mordo ninguém. Mas já cá não mora a freirinha, caladinha de antes. 

Trabalhar em hotelaria mudou muito a minha personalidade. Deparei-me sempre com pessoas mal educadas, desrespeitosas, egoístas, malandras, intriguistas...enfim, uma lista infindável de personalidades "tóxicas". Nunca deixei de ambicionar algo mais, querer estudar e saber algo mais. Voltei aos estudos, a tentar seguir para a universidade. E consegui, com boa média, para Inglês.. Mas lá pregam-me novas partidas e fica tudo para trás. 

 

Fico a pensar se sou eu que não vou à luta e me deixo derrubar facilmente pelas adversidades... Ou se afinal tenho medo daquilo que ambiciono? 

Apesar de tudo, por mais que, por vezes deteste o local onde trabalho. Por mais mesquinhas sejam as pessoas que me rodeiam, por mais negatividade que veja à minha volta, não me tornei uma delas. Não me deixei contaminar por essa toxicidade e orgulho-me disso. 

Posso não estar plenamente feliz com a escolha profissional, mas não torno a vida dos demais num inferno. Não gosto nem suporto ver injustiças. Reconhecem o trabalho que faço, embora esporádicamente, mas não me afecta o desempenho, aliás se faço um bom trabalho é porque eu quero e não o sei fazer de outra forma. 

 

Porque apesar de ser um trabalho mais físico, se calhar menos intelectual e humano, sinto que falta tanta empatia entre as pessoas. Falta o espírito de entreajuda, equipa e companheirismo. A atenção para com o próximo. Não é por ser um trabalho manual, quase por vezes automático que vamos deixar de ser humanos e tratar as pessoas como tal.

Isto porque eu vejo muito, vingançazinhas. Vejo mesquinhez todos os dias, o querer prejudicar alguém porque não fez uma X tarefa. E isto depois torna-se numa bola de neve e gera mau estar geral. Se não gostamos daquilo que fazemos, porque permanecemos ali, frustrados, tristes, vingativos e de mal com a vida? Porque nos acomodamos e tornamos a vida do outro num inferno? 

Eu não gostaria de ser tratada assim. Apesar de não ser a minha profissão de sonho, eu faço com gosto. Aprendi a gostar e isso só melhorou o meu desempenho e a forma como vejo e me relaciono com outros, dentro ou fora do trabalho. Tudo é muito melhor, quando se gosta. Seja que profissão for. E mais... podemos ser aquilo que quisermos, basta querer. 

 

Fico extremamente triste de ver pessoas frustradas em seus locais de trabalho, com atitudes infantis e vergonhosas. Se tratarmos sempre os outros, como gostaríamos que nos tratassem, o mundo seria um local melhor. Aceitemos aquilo que temos no presente com alegria e agradecimento, uma atitude positiva, atrai coisas positivas. 

 

Concluindo... descobri uma nova vocação! Vou começar a pensar em seguir psicologia do trabalho! 

06
Jan18

Disparates que vejo por aí

Terminatora

Toda a gente já se deparou com notícias falsas a circular na internet, as mensagens de corrente, não entendo porque carga de água voltaram à moda (as pessoas devem mesmo pensar que não temos mais que fazer) e outras histórias deste género. Ora, de vez em quando deparo-me com cenas hilariantes e que até me fazem descontrair e agradecer o cérebro mais ou menos saudável que tenho. Ontem li algo sobre água crua. Só de ler para mim, soa a estapafúrdio. Dizer em voz alta é uma comédia. Hoje li mais sobre a nova "moda". Parece que a água que consumimos está cheia de químicos, e coisas que só nos faz mal. Devemos beber desta "água crua" engarrafada que custa uns míseros 30 e poucos dólares (por enquanto é só na América) por 5lt. Garantem que esta água não é esterilizada, filtrada ou submetida a qualquer outro processo "artificial"/"químico". Portanto, água saudável, cheia de micróbios e bactérias necessárias ao nosso organismo (se quisermos contribuir para a diminuição da população mais rapidamente). Há teorias e teorias!! Depois há a estupidez completa! Mas pensando bem... Ainda faço negócio com os poços de rega da minha família. Aposto que estas águas serão mais "ricas" em microrganismos que essas amostras baratas americanas! Consumir o que é nacional!

01
Out17

Cegueira

Terminatora

É impressionante. 

Fico cada vez mais pasma com a cegueira de alma das pessoas. É uma cegueira pior que aquele que não consegue ver o mundo à sua volta. Porque ter habilidade de ver, apreciar e viver tudo aquilo que se passa à sua volta e simplesmente ser um egoísta, é tão, sei lá... Triste. Digo egoísta porque vive para si. Só pensa em si, no seu bem estar. Está uma pessoa a cair? Bah.. eu estou bem, que estou firme. Está alguém a precisar que estendam a mão? Bah... quero lá saber, estender a minha mão de volta exige muito esforço deste meu corpo trôpego! 

Enquanto uns se importam de menos, outros se importam de mais. Enquanto uns enxergam, outros são completamente cegos! A maior desilusão de todas, é que este mundo está infestado de gente cega! 

 

27
Set17

Divagar

Terminatora

Engraçado que passam-se os anos e há coisas que realmente não se consegue mudar. Além de não se conseguir mudar, continuamos naquela insistência, na esperança que um dia nos possa também esse darmo-nos, ser retribuído. 

Mas acredito que, darmo-nos assim sem esperar em troca o mesmo, acaba por nos trazer situações, pessoas, momentos, desejos realizados nalguma altura da nossa vida, quando menos esperamos.  

Por isso, mesmo que eu insistentemente, me dedique de corpo e alma a algo e dali não tenha fruto que não seja a minha satisfação pessoal, persistirei. Não desistirei, embora o caminho por vezes seja penoso e cansativo demais. 

Sim, quero desistir muitas vezes. Quero largar tudo, ficar só com as minhas frustrações, desilusões e choro. Quero me isolar ou ser invisível. Mas que interesse teria isso? O que faria eu sozinha e isolada? Sim, poderia me dedicar a ler muito, ouvir música sem ter alguém a pedir para silenciá-la. Gritaria, cantaria, dançaria enfim, estaria "livre"? 

O sentido de liberdade parece um conceito inalcansável estes dias. Parece que tudo nos sustém, tudo nos limita. Vivemos na ilusão de que não somos livres. E não passa de ilusão, o dizer que não tenho tempo, não posso. Pois a vida não espera meus caros. Isto sou eu a tentar me convencer, que não digo estas coisas.

Mas aconselho sim...a se dedicar de corpo e alma, a fazer tudo aquilo que nos preenche. Não olhar a quem ou por quem se faz determinadas coisas. O estar em paz connosco, não tem preço, mesmo que isso nos limite e por instantes não possamos ser livres, para deixar tudo e voar. É só por instantes... 

14
Mar17

Paciência

Terminatora

Não posso dizer que eu seja o melhor exemplo de paciência. Aliada à paciência está a calma. Uma pessoa que não é paciente geralmente não é calma. 

Ora, durante uns bons anos fui chamada à atenção várias vezes, por não ser calma, por não ter paciência. Tive de encontrar estratégias para modificar o meu comportamento. Comportamento não, mas a minha reacção perante a imbecilidade dos outros! Lá melhorei significativamente esse aspecto, vulgo defeito. 

Qual não é o meu espanto, que agora testemunho, um dos meus "mestres" da paciência e calmaria, a fazer tudo aquilo que reprovou em mim. Ora é como bem costumo dizer, aconselhar quando não temos problemas ou razões para reagir de certas e determinadas formas, é muito fácil! Agora pô-las em prática, quando as coisas se apertam.... isso é que é difícil. 

E lá está... como esse ser é superior a ti, não podes julgá-lo, criticá-lo ou opinar sobre. Senão virão o Carmo e aTrindade em cima. Ou seja, és da classe inferior, fazes o que digo, e submetes-te a mim. Eu sendo superior, posso fazer o quero! 

 

Mas só até eu deixar :)

 

24
Fev17

Como pode?

Terminatora

Talvez nunca me tenha apaixonado perdidamente. Talvez nunca tenha visto de como se veste o Amor. Aquele amor que outros nos trazem (supostamente). 

Mas será que é o amor que nos prende a alguém que nos maltrata? Será amor, ou será o comodismo? A vergonha de passar por um divórcio? A vontade de não querer sair da zona de conforto e mudar o que está mal? Não querer ser acusado e apontado, enxovalhado publicamente? 

 

Gostava realmente de perceber. 

29
Nov16

Self-vídeos?...

Terminatora

Acabei de dar de caras com um vídeo da Sofia Arruda, sobre ir viver com o namorado e seus dramas. Aliás, ia começar a ver, só por curiosidade. Nem passei dos três minutos e tem oito e qualquer coisa! Durante esse tempo, metade serviu para endireitar o cabelo, ver qual o melhor ângulo para a câmara, fazer olhinhos, beicinho...

 

Não entendi nada... 

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