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Extermínio de Pensamentos

É um desatino que para aqui vai...

Extermínio de Pensamentos

É um desatino que para aqui vai...

07
Jul18

Gostava de ter filhos?

Terminatora

Quando se é criança, o mundo não parece ser esmagador e destruidor de sonhos, como na verdade é. Achamos que com facilidade, se constrói uma vida e uma família feliz. Eu tenho uma família grande, logo meu desejo era também ter uma família. 

Que outros ensinamentos nos dá a família, que não seja trabalhar, casar e ter filhos? Construir um lar e viver em família. Este foi o conceito que me transmitiram durante anos. Meu objectivo de vida seria este. 

Durante algum tempo foi meu desejo encontrar o tal príncipe que me levaria ao altar. Passava horas vendo vestidos de noiva, ou mesmo até fazendo vestidos de noiva às bonecas... Véus. 

Mas cedo percebi que eu não entendia nada de como encontrar o príncipe ou sequer fazer com que alguém gostasse o suficiente de mim para ficar o tempo necessário para dar continuidade a uma família. Afinal, não era assim tão fácil. 

Nem foi mais fácil arranjar um lar sozinha, logo fiquei muito mais tempo em casa dos pais. Muitas vezes fui "praguejada" para sair de casa e casar. Pois... outros tempos, outros tempos. Tempos em que casavam com o primeiro namorado, e nem precisavam namorar 10 anos para perceberem que queriam ficar juntos toda a vida (ou não..). Aliás, namorar mais que 2 anos sem casar já deveria ser considerado uma vergonha. 

Fico feliz por os tempos terem mudado. Mas mais feliz fico por perceber que eu também mudei drasticamente ao longo da vida. Após relações falhadas o meu desejo em querer criar uma família diminuíu em consequência disso. E já não fico stressada por me ver a envelhecer e ainda não ter filhos, como quando vejo tantas amigas e agora a irmã mais nova, a construirem suas vidas em redor de um lar. 

Além de não ter a certeza se um dia encontrarei o par ideal para isso, também o meu físico não se encontra no melhor. E eu dou por mim a pensar, como vou eu ter condições emocionais e físicas (além de tempo) para me dedicar a outro ser. Conseguirei perder horas de sono, acarretar mais dores físicas em prol de cumprir o meu propósito neste mundo? 

Serei uma desilusão para as mulheres, porque afinal concluí, que se calhar já não quero assim tanto filhos? Quanto muito adoptaria uma criança precisando de amor e protecção.  

 

Estou em constantes mudanças, aquilo que sou hoje; aquilo que penso hoje pode já não ser o mesmo amanhã. Mas dou por mim muitas vezes a reflectir... eu não terei energia para cuidar de uma criança. E não sei se voltarei a ter. A minha vida é uma névoa neste momento, mas talvez essa névoa se dissipe no futuro.. 

Talvez volte a ter a vontade tremenda de ter filhos que outrora tive... ou talvez não. 

30
Jun18

Está decidido!

Terminatora

A vida corre a uma velocidade luz, que nem consigo às vezes perceber onde estou e o que ando a fazer! 

 

Uma coisa é certa, estou à beira de começar a sofrer de stress crónico, se é que isso existe. Há um ano, que estou a tentar me livrar de dores nos ombros, pescoço, braços e coluna. Há um ano que também tento não me stressar tanto, porque sei que não melhora a minha situação. Há mais de dois anos que digo que quero voltar ao ginásio, quero voltar a me exercitar. Há mais de um ano que tento mudar a minha alimentação, para um estilo mais saudável e consistente (Isto é mesmo missão super mega difícil). Tantas mudanças que há tempo demais quero realizar. 

Mas eu consigo...! Consigo mudar isso tudo sempre que quero... temporariamente. Temporariamente porque depois o cansaço do trabalho, as exigências de mudanças de horários, não me deixam. Nunca ter folga fixa, nunca ter tempo para parar e me alimentar como deve ser. Não ter energia e tempo para ir ao ginásio. Acabo desmotivada.

 

Comprei uma bicicleta há quase 3 meses e só andei 3 vezes... Comprei montes de fruta, vegetais, cereais, quinoa e outros grãos, peixe..enfim todo um rol de alimentos para me manter mais saudável. Quero levar comigo a casa às costas para ver se é desta que eu entro na linha. A ver se é desta que cumpro o objectivo! 

Geralmente tem ocorrido em ciclos. Começa com stress, horários sobrecarregados. Trabalhar 7-10 dias sem folgas. Tomar comprimidos para dores. Começo a não conseguir aguentar estar de pé muitas horas de seguida. 

Já não aguento as dores, os ombros, o pescoço, os braços, as pernas, os pés, tudo me mata de dores! Tenho uma recaída.. Fico quase que imóvel durante dois ou três dias. Vou ter que começar o ciclo novamente (penso para mim). Gasto umas centenas de euros em massagens, tratamentos e medicação. Fico melhor!

Ok agora é desta, vou me alimentar melhor, ficar cheia de energia, e vou TENTAR me inscrever no ginásio...É desta... 

Tudo lindo na primeira semana, comer muita fruta, comer peixinho, comer vegetais e fibras... Lindo, sinto-me melhor... Mas, parece que alguém ouviu que me sinto melhor e então decidem me sobrecarregar a carga horária. Vou ter uma semana a trabalhar 7 dias sem folga. Chego à próxima folga morta, não tenho vontade de cozinhar, de sair. Só me apetece ficar deitada e parar o tempo. 

Até ao dia que já não cozinho mais, não compro mais fruta ou comida saudável... E volta tudo ao mesmo. Não me exercito e continuo nos trabalhos pesados e cargas horárias loucas. Sem direito a me sentar meia hora (novidade recente!).  

 

Estes ciclos têm sido repetitivos. E só quando me desafiaram para fazer a lista das 10 coisas no Verão, é que tive o clique e me apercebi que ando aprisionada em ciclos. Que por coincidência, calhou no dia em que tinha ido às compras! Nada muda e tudo se volta a repetir. 

 

Estaremos destinados a estes ciclos? Quero imenso mudar, mas que realmente o meio externo tem muita influência no nosso dia-a-dia, lá isso tem!

Não estou a inventar desculpas, ando até mergulhada em pensamentos e a tentar encontrar soluções e meios para de uma vez por todas mudar.

Será desta?! A ver vamos quanto tempo aguento desta vez!! 

 

 

23
Jun18

Choro

Terminatora

Choro quando chego ao limite. 

Choro por vergonha, por me sentir um fracasso. 

Choro por não ter a resistência desejada, por me sentir acabada. 

Choro porque não quis falar, não quis explicar, não quis desabafar. 

Choro porque a dor é maior. Na alma, no corpo, na mente. 

Choro porque preciso renovar....

Choro porque quero mudar.

15
Jun18

Perdoai... porque eles pecaram

Terminatora

Estive a ler umas notícias, como costumo fazer pela manhã. Não que seja, necessariamente uma necessidade, mas foi um hábito que criei há algum tempo, já que não vejo televisão, de todo. Também passo bem os meus dias sem ler notícias. Até porque, serão as notícias tal e qual como está lá escrito? Com a manipulação e censura assustadora que se vê cada vez mais, já não sabemos exactamente no que crer. 

E se há coisa em que deixei de crer, foi na religião. 

Considero-me um pouco "abelhuda", no sentido que às vezes, tenho que fazer a minha opinião ser ouvida, mesmo quando não a pedem.. Que vai ser o caso. Este é um tema que já aqui queria ter falado há algum tempo, mas a falta de tempo e o cansaço têm sido extremos. 

E o que vai a minha opinião mudar no mundo?! Nada... rigorosamente nada, mas ainda assim vou escrevê-la e poluir mais um bocadinho a internet.. 

 

Os padres (e freiras) têm preferências sexuais. 

Desde que eu me lembro de aprender as doutrinas católicas e de como se deveria dedicar a vida a rezar e adorar a deus sobre todas as coisas, que se sabe que padres e freiras não casam. Porque se "entregam" a deus. 

Confesso que sempre fiquei um pouco confusa, como é que faziam para reprimir seus desejos carnais. Pensei eu, se calhar castigam-se com auto vergastadas com madeira ou algo assim. Eles deviam se auto castigar de alguma forma. Não tinha outra explicação e assim "limpavam-se" do pecado carnal. 

Mas afinal, os padres violavam meninos e meninas. E as freiras também andaram envolvidas em actos obscuros... Afinal, onde está a integridade e "santidade" destes personagens?! Afinal o desejo e o pecado carnal eram maiores, que a adoração e amor por deus! 

 

Que embuste. Uma vida folgada, casa e comida na mesa, único dever é rezar um terço por dia e fazer de conta que se ajuda os pobrezinhos... É o que toda a gente quer. Vidas folgadas. 

 

Toda a gente tem uma preferência sexual, seja ela qual for. E a única doença, no que se refere a escolha sexual, é ser-se pedófilo. Para isso é que não há explicação possível, é doente e devia ser trancado a sete chaves. Agora, ser padre, é uma óptima escapatória para esses maltrapilhas! Adorados pela sociedade, quantas crianças não deverão ter sido ingoradas, porque era "impossível" um padre abusar assim de alguém. Quanta gente cega que ainda venera esta gente idiota que vive às nossas custas?! Seja freira, seja padre! 

Verdade que ainda existe algumas instituições, que acredito trabalharem em prol da sociedade e fazerem o bem. Mas, não deveria ser permitido a clausura, por exemplo. E toda a gente deveria poder escolher um parceiro para a vida. Porque a bem ou a mal todos temos uma preferência sexual e ponto final.

 

É preciso mudar e mudar muito. Eu não quero continuar a ler notícias sobre meninos e meninas que foram violados 40 ou 50 vezes por um padre! Não quero continuar a ler notícias sobre padres que são mal tratados em público porque decidiram ter uma família. 

O bom disto, é que se vê mais pessoas a abrir os olhos e dentro de algumas décadas (estou a ser bem positiva!) esperemos que tenham abolido certas obrigações destas entidades católicas (por exemplo). Bom seria abolir religiões, mas isso está a mil anos luz de acontecer... Nem vou sonhar com isso. Mas se pequenas mudanças pudessem ser feitas, todas as pequenas se tornariam numa grande mudança. 

 

 

05
Jun18

A tomada de consciência

Terminatora

Apesar de estar ausente aqui, eu estou sempre atenta. Atento sempre ao que se está passar ao meu redor. Presto atenção ao que vai passando para o mundo, noticías e não-notícias. Acontecimentos e desastres. Estou bem atenta e vejo, mesmo quando para meu bem, eu finjo não ver. 

Eu preocupo-me. Preocupo-me demasiado até, com assuntos que não me afectam directamente, afligo-me por ver o outro em apuros. Aflijo-me bem mais do que na verdade gostaria e revolto-me bem mais do que devia. 

Eu já devia saber que mais de 95% das pessoas só pensa no seu umbigo, são marionetas das instituições e do sistema. São essas que influenciam outras e outras e outras... Formando assim um ciclo vicioso de violência psicológica que nunca mais terá fim. 

Eu sonhei, sonhei que continuaria a defender essas pessoas violentadas e que só haveria amor para dar. Sonhei que as pessoas não seriam mais manipuladas e elas andariam de braços dados com seus outrora concorrentes. Sonhei que todos estavam felizes, simplesmente a trocar sorrisos e risos, e estórias e beijos. Não seria preciso mais nada para que pudesse haver plena felicidade, além do amor. 

 

O amor seria a resposta que todos procuram. O amor seria aquilo que eles queriam. Mais que uma carreira bem sucedida, mais que um carro ou vestidos de 500 euros. Mais que bens materiais... O amor seria o único objectivo a alcançar. 

O amor seria a resposta de todas as questões que nos consomem e não sabemos responder. 

O amor é a resposta a todas as questões.

 

 

23
Abr18

Se

Terminatora

Se há uns tempos me sentia apática e sem vida; apenas mais um ser entre esses tantos que por aí vagueiam, deambulam qual zombies e autómatos. 

Se eu disse que não sentia nada, que não conseguia criar laços duradouros, que não conseguia me dedicar inteiramente a outro ser.

Se eu disse que não voltaria a amar outro ser, que não me comprometeria com o destino, que esqueceria o que é isso de querer construir vida com alguém.

Se eu disse que não falaria de sentimentos e desejos, que não mostraria meu lado fraco e vulnerável, que não daria passo em frente, que não me aproximaria.

Se eu disse que iria banir do futuro tudo o que pudesse desencadear tais pensamentos furiosos, que queria inverno e outono para sempre, que não queria de forma alguma voltar a sentir tormentas.

Se disse tudo isso, se tentei ser alguém que não eu, se quis banir tudo de bom que havia no futuro, se quis esquecer o quão importante é ter alguém que nos OLHE e VEJA de verdade, foi porque não estavas no meu passado. 

28
Fev18

Amar, Sofrer, Lutar e Vencer

Terminatora

Há uns dias encontrei esta frase : "A vida é dividida em 4 partes: Amar, Sofrer, Lutar e Vencer. O que ama, sofre; O que sofre, luta e o que luta, vence."  Às vezes, confesso, gosto de me encontrar com frases deste género, inspiradoras e que nos permitem reflectir por momentos, sobre a vida. 

Andamos tão submersos no trabalho, nas tarefas diárias e cumprimento de objectivos e deveres que nos esquecemos de parar e respirar. Falo por mim, mas acredito ser, mal geral. 

Então esta frase, foi daquelas que me fez parar. A vida resume-se então a estas 4 fases. 

 

Verdade que quando amamos, inevitavelmente, de uma forma ou de outra iremos sofrer. Toda a acção tem uma consequência. Boa ou má. Se lutamos, teremos consequências. Sejam eles resultados bons ou maus. Nem sempre as nossas lutas são frutíferas. Por vezes, apenas aperfeiçoamos a técnica da luta para a próxima batalha. E finalmente, se quisermos vencer, teremos de lutar. 

 

Vencer...? Vencer o quê? Vencer quem? 

 

Estamos a competir com quem? Com o quê? Perguntei-me eu. Porque é que eu tenho que vencer? Qual será o meu prémio quando vencer? Está uma competição em curso e não sei contra quem ou quê compito? Espera-me uma multidão quando chegar ao pódio? Uma medalha, uma taça? 

E que tipo de competição é esta? Corrida? Salto? Tropeços? Quedas?... 

 

Só consigo sorrir. E rir de mim própria. Para que quero eu vencer outros? Para que preciso eu de prémios, reconhecimentos ou medalhas? Porque nos impingem esta crença, de que temos que vencer na vida? Vencer na vida a que custo? Com que benefícios? Porquê vencer na vida e não vencer-te a ti próprio? 

 

De que serve, querer vencer, para mostrar a outros. Mostrar a outros que venceste na vida, ganhar o reconhecimento e apreço deles. Lutar e sacrificar-se para obter ganhos materiais, quando o essencial ficou por fazer, ou dizer? E aqueles pelos quais passaste por cima? O que ficou "escondido" nessa tua luta? Foi ela sempre justa? 

Será que pelo caminho, foste amigo da tua família? Dentro das tuas possibilidades ajudaste alguém que estava aflito? No teu dia a dia, deste o teu melhor para criar harmonia e alegria por onde passaste? Estendeste a mão, mesmo sem ta pedirem? Fizeste tudo isto, e ninguém viu. Ninguém te veio dizer que és a melhor pessoa do mundo. Ninguém te deu medalhas pela pessoa que és ou pelo apreço que tiveste para com os outros, mas ainda assim sentes-te bem. Sentes-te feliz porque fazes os outros felizes. Porque com pequenos gestos, se podem fazer grandes mudanças e ninguém precisa ver. O mundo não precisa de saber e assim vences, mais vezes que aqueles que têm troféus em prateleiras a ganhar pó.

 

Não... não vou vencer na vida porque querem que eu seja a melhor nalguma coisa. Não vou lutar para vencer outros. Se há alguma competição a decorrer, para mim acabou, pois eu já venci. E continuo a vencer todos os dias, mas venço-me a mim própria.E na verdade, lutar contra mim própria é já um grande desafio. Vencer-me, pode ser mesmo tarefa complicada. Talvez, eu pense que me venço, e talvez esteja iludida e em luta constante, para me tornar alguém melhor. Porque quero... porque eu não aceito que outros me ditem regras. 

 

Não quero vencer ninguém ou obter algo grandioso. Prefiro a humildade das minhas acções que por vezes inotáveis, sendo repetitivas, tornam-se diferentes, e indispensáveis talvez. 

 

 

 

 

20
Fev18

Vocações

Terminatora

Quando andava na primária, se me perguntassem o que queria ser quando fosse grande, responderia sem hesitar: ou professora ou médica. Já quis ser astronauta (dizem-me que todos já quiseram no fundo o mesmo), veterinária. Até polícia!.. 

 

Mas o ensino e a medicina, foram sempre as áreas de que mais gostei. No entanto, passaram-se os anos, não que ficasse grande, porque mal passei de metro e meio! O meio à nossa volta muda, as nossas experiências diárias moldam-nos a toda a hora. Até que certa altura, não quero mais ser professora! É difícil lidar com crianças e jovens. São maldosos, são mesquinhos, são rebeldes, são mal educados.. E eu não queria de todo, para além de sofrer o que já sofria, ter que chegar a professora e lidar com uma sala de gente malcriada. Eu não iria saber como controlá-los e fazer com que me respeitassem. Como é que eu conseguiria? Impossível. 

 

Ok..resta-me a medicina. Adoro ciências, biologia e tudo o mais que se relacione..Excepto química, mas lá desbobino qualquer coisa de razoável nessa área. No entanto, sucedem-se uma série de mudanças, revoltas pessoais. Ir para a Universidade seria quase impossível. Já sabia que o meu futuro seria terminar o 12º ano e ir trabalhar. Estava a sonhar com medicina para nada. Eu tinha noção que seria um fardo demasiado grande para a minha família se continuasse a estudar. Nunca me encorajaram a continuar. Em discussões com meus pais, lá decidi deixar tudo a meio e seguir para algo que resultasse num emprego rápido e talvez frutífero. 

 

Hotelaria. 

 

Não que gostasse assim muito, mas era o emprego com mais vagas na área onde vivia. Dediquei-me, como se fosse para outro assunto qualquer que gostasse muito. Terminado o curso, arranjei facilmente trabalho, já podia aliviar a família. Ajudar a pagar contas, gerir meus gastos sozinha. 

Seguiram-se altos e baixos. Nunca ficando permanente em sítio algum. Sentia-me sempre deslocada, acabei por desenvolver um gosto maior por pastelaria e ali fiquei... Até hoje. 

 

Hoje gosto do que faço, aprendi a gostar. Não foi um caminho fácil. Tive que moldar em muito a minha forma de ser. Se eu comecei com personalidade de freira, onde só ouvia, trabalhava e calava, hoje em dia pode-se dizer que sou uma fera. Não.. não mordo ninguém. Mas já cá não mora a freirinha, caladinha de antes. 

Trabalhar em hotelaria mudou muito a minha personalidade. Deparei-me sempre com pessoas mal educadas, desrespeitosas, egoístas, malandras, intriguistas...enfim, uma lista infindável de personalidades "tóxicas". Nunca deixei de ambicionar algo mais, querer estudar e saber algo mais. Voltei aos estudos, a tentar seguir para a universidade. E consegui, com boa média, para Inglês.. Mas lá pregam-me novas partidas e fica tudo para trás. 

 

Fico a pensar se sou eu que não vou à luta e me deixo derrubar facilmente pelas adversidades... Ou se afinal tenho medo daquilo que ambiciono? 

Apesar de tudo, por mais que, por vezes deteste o local onde trabalho. Por mais mesquinhas sejam as pessoas que me rodeiam, por mais negatividade que veja à minha volta, não me tornei uma delas. Não me deixei contaminar por essa toxicidade e orgulho-me disso. 

Posso não estar plenamente feliz com a escolha profissional, mas não torno a vida dos demais num inferno. Não gosto nem suporto ver injustiças. Reconhecem o trabalho que faço, embora esporádicamente, mas não me afecta o desempenho, aliás se faço um bom trabalho é porque eu quero e não o sei fazer de outra forma. 

 

Porque apesar de ser um trabalho mais físico, se calhar menos intelectual e humano, sinto que falta tanta empatia entre as pessoas. Falta o espírito de entreajuda, equipa e companheirismo. A atenção para com o próximo. Não é por ser um trabalho manual, quase por vezes automático que vamos deixar de ser humanos e tratar as pessoas como tal.

Isto porque eu vejo muito, vingançazinhas. Vejo mesquinhez todos os dias, o querer prejudicar alguém porque não fez uma X tarefa. E isto depois torna-se numa bola de neve e gera mau estar geral. Se não gostamos daquilo que fazemos, porque permanecemos ali, frustrados, tristes, vingativos e de mal com a vida? Porque nos acomodamos e tornamos a vida do outro num inferno? 

Eu não gostaria de ser tratada assim. Apesar de não ser a minha profissão de sonho, eu faço com gosto. Aprendi a gostar e isso só melhorou o meu desempenho e a forma como vejo e me relaciono com outros, dentro ou fora do trabalho. Tudo é muito melhor, quando se gosta. Seja que profissão for. E mais... podemos ser aquilo que quisermos, basta querer. 

 

Fico extremamente triste de ver pessoas frustradas em seus locais de trabalho, com atitudes infantis e vergonhosas. Se tratarmos sempre os outros, como gostaríamos que nos tratassem, o mundo seria um local melhor. Aceitemos aquilo que temos no presente com alegria e agradecimento, uma atitude positiva, atrai coisas positivas. 

 

Concluindo... descobri uma nova vocação! Vou começar a pensar em seguir psicologia do trabalho! 

19
Dez17

Amor de Irmãos

Terminatora

A casa nunca mais ficou impecavelmente limpa pela semana. Nunca mais houve silêncio às 7h, às 19h, às 21h. Por vezes até de madrugada era quebrado o silêncio. E quando havia silêncio quando não o era de esperar, algo estava mal! Cereais pelo chão, roupas desarrumadas. Maquilhagem destruída. Caos. 

Quem não sabe o que é a balbúrdia em que fica uma casa com crianças? Quem não os tem, gostava de ter. Por ter os meus, não imagino como seria minha vida sem eles. Afinal, foram eles que me ensinaram o valor do amor de um irmão, foram eles que me ensinaram a ser responsável. Foram eles que me fizeram crescer. Ensinaram-me a cuidar, a limpar, a ser no fundo segunda mãe. 

Muitas vezes aborreci-me também. Discutimos. Ficamos de costas voltadas, porque por ter personalidades tão fortes ninguém queria ceder ao outro. Mas soubemos ultrapassar. Apesar das nossas diferenças, o amor que sentimos uns pelos outros prevalece. Com o passar dos anos consegui valorizar cada vez mais este amor. Aprendi, que não conviver diariamente com eles, me fazia mal. Eu sentia falta dos meus meninos. Sentia falta de os proteger e amar. Sentia falta de cuidar e olhar por eles.

 

Não éramos família de expressar sentimentos. Nunca fomos. Nunca soubemos como chegar a uns e outros. Mas hoje, digo-lhes sem medos. Amo-vos. Amo-vos imenso e tenho orgulho de vocês. Cada um tornou-se num ser humano muito especial e único. Cada vez mais a comunicação entre nós cresce, apesar da distância. Pela primeira vez, passo um Natal longe, e saber que não vou ouvir suas gargalhadas pela manhã.. Que não vou ficar em pijama com eles até à uma da tarde. Que não vamos experimentar o jogo de tabuleiro novo, juntos. Que não vamos almoçar e jantar todos juntos... deixa-me triste. Mas feliz. Estou imensamente feliz, porque construímos uma bela relação. Amores não me faltam... E não há maior amor que o da família. 

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