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Extermínio de Pensamentos

É um desatino que para aqui vai...

Extermínio de Pensamentos

É um desatino que para aqui vai...

17
Dez17

Reflexão

Terminatora

Lembro-me quando iniciei o blogue. Foi numa altura que precisava urgentemente de um sítio onde descarregar tanta frustração, resignação e pressão que sentia no dia-a-dia. Costumo reler o passado, e termino sempre a rir das coisas que tão desenfreadamente escrevi na altura, a maioria sem pensar duas vezes, baseada somente nalguma experiência recente. Nunca foi minha intenção ter textos escritos diariamente, até porque com o trabalho que tenho é impossível, aliás não impossível, mas seria mais desgastante para mim, se bem que adoraria muitas vezes ter um papel à mão para entornar o que me dói na alma ou o que me alegra. E não é minha intenção falar de assuntos que todos falam, a não ser que me apeteça dar alguma opinião, afinal fiz este blogue para mim, como uma espécie de terapia. Até recentemente só quem vinha ler sabia da existência dele. Nunca partilhara antes com alguém que eu tenho um blogue. Sim apetece-me partilhar pensamentos, ideias, desabafos, mas não queria ser "visível". A invisibilidade que a internet por vezes proporciona, é confortável. Posso expôr o que realmente penso, a pessoa que realmente sou e não tenho que ter receio que me vão apontar o dedo para fazer troça. Mesmo que o façam agora, não tem qualquer importância, mas já me importei demasiado no passado. E há traumas que nunca se consegue ultrapassar. Consegue-se dissimulá-los, esquecer por momentos que existem, mas voltam sempre para nos atormentar. E de que vale nos queixarmos deles? Quem entenderia? Apenas cada um sabe a forma como esses traumas afectaram a si. 

 

E quando escrevo textos, não penso muito neles. Fluem com o que penso no momento, não perco horas a tentar construir algo de coerente. Sairá coerente se tiver que ser. E hoje escrevo com mais calma, mais sabiamente que há dois anos atrás. O caminho que percorri até aqui foi bem tumultuoso, foi de profunda aprendizagem. De mim, dos outros, das minhas escolhas. Só fico triste por ter consumindo tanto tempo pelo caminho mais demorado e sofrido. Por não ter acreditado nas capacidades que sei que tenho, por ter deixado que acasos da vida tomassem as rédeas da minha, por não ter confiado nos meus instintos. Por não me ter amado. 

É sempre do sofrimento que surgem as maiores aprendizagens, é deles que renascemos outras pessoas. É por causa deles que grandes mudanças acontecem. E ainda bem! Como aprenderíamos nós? Como saberíamos nós, os prós e contras das decisões, mesmo antes delas acontecerem? 

 

Olhando para trás, estou feliz das decisões que tomei. Feliz pelas pessoas que conheci, feliz por ter deixado outras para trás. O comboio segue seu rumo, nas paragens que faço há sempre gente que entra e sai. Lições novas para aprender. No horizonte, está um mundo de possibilidades para descobrir. E logo eu... que não gosto nada nada de aprender e descobrir! 

01
Dez17

The Shack

Terminatora

Ontem vi este filme. Numa altura mais conturbada da minha vida decidi comprar o livro com o mesmo nome "A cabana" em português e durante a sua leitura chorei algumas vezes. Imaginei que o mesmo fosse acontecer com o filme. Não me lembro da última vez que chorasse tanto com um filme. Os cenários e os actores são como tinha imaginado. A interpretação de Sam Worthington está fenomenal em todos os aspectos. Ele consegue nos transmitir tudo aquilo que sente, todos os seus desgostos, tristezas e alegrias. 

 

É um livro fundamentalmente cristão e para quem abomina religiões talvez queira se manter longe, tanto do filme, como do livro. Eu comprei-o céptica. Já não creio em nada, como tenho dito, além das minhas vontades e energias. Fiz uma leitura, esquecendo que se tratava de uma conversa com Deus e absorvi o essencial e foi-me extremamente útil na época. Nele são-nos apenas retratados os valores com que todo o ser humano deveria nascer e crescer, independentemente da sua religião. A base de toda a história é o amor. Toda a conversa gira em torno do amor. Que o amor é a base para qualquer relacionamento, qualquer acto, qualquer situação.

 

Sempre tive por "filosofia" de vida, tratar os outros, como eu gostava que me tratassem. E acredito na lei do retorno, aquilo que dás, será o que irás receber. Seja através de uma pessoa ou uma situação. Toda a gente tem as suas crenças, toda a gente acredita em algo. Eu acredito que de certa forma, estamos conectados e que precisamos uns dos outros. Se estamos de bom humor, contagiamos os outros com essa alegria. Já quando estamos cheios de energias negativas, o ambiente à nossa volta conspira sempre para nos tornar a vida ainda pior. Já tive provas infinitas disto, não só por experiências minhas, mas vendo outros sendo tão mesquinhos e negativos, sucedia-lhes sempre tantas coisas más de uma só vez, que até me dava pena! 

Ainda não consigo controlar as minhas próprias más energias e tenho dias que ainda explodo e contamino tudo à minha volta. Mas tenho noção daquilo que faço/digo e consigo apaziguar os "estragos" a tempo de evitar uma catástrofe. Não é um processo nada fácil, deixar-se contaminar somente por amor e energias boas. Especialmente se à nossa volta há demasiada negatividade, a tal ponto que nos sentimos engolidos por tal imensidão. 

Ter amor para dar e vender, um caminho nada fácil e sem fim. Mas consegue-se! Temos primeiro que querer e não se deixar derrotar pelas adversidades que surgem no processo. 

 

A história ensina-nos como nos amar de novo e amar os outros. Se estão necessitados de reaprender a amar, a se amar... Então vale a pena espreitar

23
Jul17

Leave out all the rest Chester...

Terminatora

E mais um cantor se foi. Também a cantora francesa Barbara Weldens, que nem conhecia faleceu nesse dia. Tem músicas lindas e uma voz ainda mais linda! Uma pena que só a fui conhecer agora. 

Mas Chester...porquê? Desejava tanto um dia poder ir a um concerto da banda. Ainda hoje ouço as músicas de Linkin Park de outros tempos. Boa música, música de loucos... Como dizia a minha mãe. Sim, são loucos, drogados, alcoólicos, seres humanos que vivem nas garras da fama, das produtoras, das drogas que estas facilitam o uso e consumo e também de seus problemas pessoais. Enfim.. toda uma série de quês! 

Já sei...! 

Quando eu falo dos meus gostos musicais, espanto muita gente. Vai de Deolinda, passando por canções tradicionais, Jazz, Blues, Clássica, enfim...até Metal às vezes ouço! Neste momento estou na fase de LP e Birdy. Duas grandes cantoras com músicas excepcionais que são um vício. Já passei a fase de ouvir Linkin Park, mas de vez em quando mato as saudades deles e ainda sei quase todas as letras de cor. 

Foram a minha companhia incansável nos momentos piores da minha vida. Foi nas letras das músicas que Chester escreveu que encontrei consolo. Foi a eles que eu desabafei todas as minhas tristezas e sentimentos. Há quem interprete como música de loucos, para mim foi um porto de abrigo. Nem passados estes anos todos, se consigo exprimir ou desabafar realmente aquilo que sinto. Não sei se já estive algures deprimida, nunca fui saber nem alguma vez mo disseram. Acho que sempre soube dissimular bem as minhas tristezas. Mas ao ouvir Linkin Park eu podia me libertar, baixar a guarda, relaxar. Sim... relaxar. São músicas relaxantes para mim. 

 

E agora Chester?? 

Fiquei muito triste, foi como se perdesse um bocadinho da minha adolescência. Esta música foi por muitos anos a que mais me confortava. 

 

Enfim....precisava desabafar! Descansa Chester... para lá também caminhamos.

Crawling - último concerto

 

 

06
Mai15

Vazio

Terminatora

Não sei ao certo, há quanto tempo começou. Estou apática. Inconsciente. Morta. 

Gosto de estar neste vazio, onde não sinto nada. E esse nada me preenche com uma sensação de liberdade. 

 

É estranho. É-me indiferente. Tudo. Gosto de estar no meu vazio. É aí que me encontro. É aí que vejo, é aí que sinto. Não sinto nada e aquilo que sinto, é sempre tão fugaz.

Como pode isto ser possível? Como pode isto de não sentir nada, ser tão bom? Este desapego, reconfortante. No entanto, estranho. 

Não sinto nada e isso deixa-me feliz. 

Não tenho vontade de amar outro ser, me dedicar a outro ser, se este vazio me preenche melhor que qualquer amor que já tenha vivido. Além disso, nenhum amor nos deixa verdadeiramente livres. E para que quero eu amor, se sou feliz e livre assim? 

O amor pede compromissos. Pede dedicação. Pede sacrifícios. 

E não, eu não me quero sacrificar, nem dedicar, muito menos me comprometer com alguém. Prefiro o meu vazio. Não me pede satisfações. Não me pede explicações. Não me pede horas marcadas e minutos contados. 

Amo o meu vazio. 

 

23
Abr15

Queridos livros!

Terminatora

Hoje é o vosso dia! Fico contente por apesar de existirem agora tablets, pcs e outros, o vosso valor sempre foi e será superior.

O livro esconde um mundo de imaginação, palavras e pensamentos que querem ser partilhados com o seu leitor! Adoro livros! De todos os formatos e cores. Com muitas páginas de preferência!!

Nunca me vou cansar de comprar e ler livros. Ainda bem que existem! Foram os meus amigos durante anos!  

23
Abr15

Escrever

Terminatora

Em tempos, gostava muito de escrever. Conseguia construir textos, prosas com príncipio, meio e fim. Hoje, já não sei o que significa um parágrafo. O que é uma pausa ou uma vírgula. As letras deixaram de construir textos bonitos, frases sinfónicas para serem lamúrios e choros isolados, deixados no esquecimento.

Peguei neste computador velho, para tentar entornar alguma coisa de útil para cima das teclas. No entanto, fico mais tempo olhando para o ecrã, vagueando em estapafúrdias memórias dancarinas. Ocasionalmente sai-me algo racional, com sentido e coração. Ocasionalmente… o que não quer dizer que aconteça agora.

O que estou aqui a tentar fazer? (Pergunto-me eu) Uma vez fui procurar uma psicóloga. Quando estava na Universidade. Deixara a escola para depois, para tentar trabalhar e ajudar em casa. Anos depois queria voltar a estudar, queria pegar nos livros, queria aprender, queria conhecer mais, saber mais, ouvir mais, ler mais. Queria….pois queria. Agora não sei o que quero. Bom, na altura estava numa situação um bocado deprimente, como tem sido estes últimos anos. Era só mais uma fase… Mas! Já que havia psicólogos a baixo custo para os estudantes, lá fui eu… Sim, pedi a demissão no trabalho, estou farta de aturar pessoas que não valorizam o trabalho que faço. Sim, estou farta de me sacrificar e vê-los a rirem-se de mim. Estou farta daquilo (dizia eu). Ah sim, gosto das aulas. Sim consigo estudar, se cheguei cá foi porque estudei! (daaa) Dias depois, parecia uma Maria chorona. Por fim, falei do que mais me havia angústiado tantos anos. E agora? Ah sim? Não preciso de mais ajuda? Não preciso de voltar mais? Que nervos… andei eu a derramar lágrimas, porque não queria ter de contar o que de tão íntimo me ía na alma... Psicólogos? Raios me parta. Nunca mais na vida!

Recolheram mais um testemunho, para daqui a uns anos, fazerem um livro à custa de quem está desesperado. E lá ganham eles milhares de euros, porque nós somos uns pintos chorões, não sabemos muitas vezes com quem desabafar e pensando que um profissional nos vai ajudar….treta!

Aiiiii a minha vida. Lá estou eu a divagar novamente. Pensando bem, os psicólogos também devem passar maus bocados. Eles têm que ouvir todas as nossas lamúrias, procurar ouvir sem julgar. Fazer as críticas de forma súbtil, por forma a nos fazer ver que no fundo tudo tem um lado positivo. E lá têm eles que ir para as suas casas, sem muitas vezes terem quem os ouça.

Até que gosto da profissão deles. Mas não sei se teria a capacidade para me sentar no lugar deles. Se bem que em tempos, já fui uma grande ouvinte. Acho que a idade faz-nos mais irritadiços e impacientes. Já não tenho muita paciência para ouvir adultos a queixarem-se. Não estão satisfeitos?! Mudem de vida! Mudem alguma coisa! Façam por melhorar o que está mal! Um barco sem remos, velas ou motor, não vai a lado nenhum! Ora bolas!

De que estava mesmo eu a falar? Ah sim. Gosto de escrever. Gosto de nadar nos meus pensamentos. Se bem que nadar é um termo muito suave! Dado que normalmente, isto está numa tempestade pior que o Katrina!!!

Julgo que por hoje está concluído… vai aqui uma mistura de frases que sentido não fazem, quanto mais lógica!

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