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Extermínio de Pensamentos

É um desatino que para aqui vai...

Extermínio de Pensamentos

É um desatino que para aqui vai...

Não sei

Exterminado por Terminatora, em 09.04.18

O tempo tem passado e quando me apercebo já nem sei onde estou. A ausência é sinal de cansaço. 

Sinal que o trabalho consome as energias que me restam, e as ideias que gostaria de partilhar/desabafar neste espaço se desvanecem. 

 

Não há tempestade que dure para sempre, mas há delas que teimam em se alongar.

Amar, Sofrer, Lutar e Vencer

Exterminado por Terminatora, em 28.02.18

Há uns dias encontrei esta frase : "A vida é dividida em 4 partes: Amar, Sofrer, Lutar e Vencer. O que ama, sofre; O que sofre, luta e o que luta, vence."  Às vezes, confesso, gosto de me encontrar com frases deste género, inspiradoras e que nos permitem reflectir por momentos, sobre a vida. 

Andamos tão submersos no trabalho, nas tarefas diárias e cumprimento de objectivos e deveres que nos esquecemos de parar e respirar. Falo por mim, mas acredito ser, mal geral. 

Então esta frase, foi daquelas que me fez parar. A vida resume-se então a estas 4 fases. 

 

Verdade que quando amamos, inevitavelmente, de uma forma ou de outra iremos sofrer. Toda a acção tem uma consequência. Boa ou má. Se lutamos, teremos consequências. Sejam eles resultados bons ou maus. Nem sempre as nossas lutas são frutíferas. Por vezes, apenas aperfeiçoamos a técnica da luta para a próxima batalha. E finalmente, se quisermos vencer, teremos de lutar. 

 

Vencer...? Vencer o quê? Vencer quem? 

 

Estamos a competir com quem? Com o quê? Perguntei-me eu. Porque é que eu tenho que vencer? Qual será o meu prémio quando vencer? Está uma competição em curso e não sei contra quem ou quê compito? Espera-me uma multidão quando chegar ao pódio? Uma medalha, uma taça? 

E que tipo de competição é esta? Corrida? Salto? Tropeços? Quedas?... 

 

Só consigo sorrir. E rir de mim própria. Para que quero eu vencer outros? Para que preciso eu de prémios, reconhecimentos ou medalhas? Porque nos impingem esta crença, de que temos que vencer na vida? Vencer na vida a que custo? Com que benefícios? Porquê vencer na vida e não vencer-te a ti próprio? 

 

De que serve, querer vencer, para mostrar a outros. Mostrar a outros que venceste na vida, ganhar o reconhecimento e apreço deles. Lutar e sacrificar-se para obter ganhos materiais, quando o essencial ficou por fazer, ou dizer? E aqueles pelos quais passaste por cima? O que ficou "escondido" nessa tua luta? Foi ela sempre justa? 

Será que pelo caminho, foste amigo da tua família? Dentro das tuas possibilidades ajudaste alguém que estava aflito? No teu dia a dia, deste o teu melhor para criar harmonia e alegria por onde passaste? Estendeste a mão, mesmo sem ta pedirem? Fizeste tudo isto, e ninguém viu. Ninguém te veio dizer que és a melhor pessoa do mundo. Ninguém te deu medalhas pela pessoa que és ou pelo apreço que tiveste para com os outros, mas ainda assim sentes-te bem. Sentes-te feliz porque fazes os outros felizes. Porque com pequenos gestos, se podem fazer grandes mudanças e ninguém precisa ver. O mundo não precisa de saber e assim vences, mais vezes que aqueles que têm troféus em prateleiras a ganhar pó.

 

Não... não vou vencer na vida porque querem que eu seja a melhor nalguma coisa. Não vou lutar para vencer outros. Se há alguma competição a decorrer, para mim acabou, pois eu já venci. E continuo a vencer todos os dias, mas venço-me a mim própria.E na verdade, lutar contra mim própria é já um grande desafio. Vencer-me, pode ser mesmo tarefa complicada. Talvez, eu pense que me venço, e talvez esteja iludida e em luta constante, para me tornar alguém melhor. Porque quero... porque eu não aceito que outros me ditem regras. 

 

Não quero vencer ninguém ou obter algo grandioso. Prefiro a humildade das minhas acções que por vezes inotáveis, sendo repetitivas, tornam-se diferentes, e indispensáveis talvez. 

 

 

 

 

Vocações

Exterminado por Terminatora, em 20.02.18

Quando andava na primária, se me perguntassem o que queria ser quando fosse grande, responderia sem hesitar: ou professora ou médica. Já quis ser astronauta (dizem-me que todos já quiseram no fundo o mesmo), veterinária. Até polícia!.. 

 

Mas o ensino e a medicina, foram sempre as áreas de que mais gostei. No entanto, passaram-se os anos, não que ficasse grande, porque mal passei de metro e meio! O meio à nossa volta muda, as nossas experiências diárias moldam-nos a toda a hora. Até que certa altura, não quero mais ser professora! É difícil lidar com crianças e jovens. São maldosos, são mesquinhos, são rebeldes, são mal educados.. E eu não queria de todo, para além de sofrer o que já sofria, ter que chegar a professora e lidar com uma sala de gente malcriada. Eu não iria saber como controlá-los e fazer com que me respeitassem. Como é que eu conseguiria? Impossível. 

 

Ok..resta-me a medicina. Adoro ciências, biologia e tudo o mais que se relacione..Excepto química, mas lá desbobino qualquer coisa de razoável nessa área. No entanto, sucedem-se uma série de mudanças, revoltas pessoais. Ir para a Universidade seria quase impossível. Já sabia que o meu futuro seria terminar o 12º ano e ir trabalhar. Estava a sonhar com medicina para nada. Eu tinha noção que seria um fardo demasiado grande para a minha família se continuasse a estudar. Nunca me encorajaram a continuar. Em discussões com meus pais, lá decidi deixar tudo a meio e seguir para algo que resultasse num emprego rápido e talvez frutífero. 

 

Hotelaria. 

 

Não que gostasse assim muito, mas era o emprego com mais vagas na área onde vivia. Dediquei-me, como se fosse para outro assunto qualquer que gostasse muito. Terminado o curso, arranjei facilmente trabalho, já podia aliviar a família. Ajudar a pagar contas, gerir meus gastos sozinha. 

Seguiram-se altos e baixos. Nunca ficando permanente em sítio algum. Sentia-me sempre deslocada, acabei por desenvolver um gosto maior por pastelaria e ali fiquei... Até hoje. 

 

Hoje gosto do que faço, aprendi a gostar. Não foi um caminho fácil. Tive que moldar em muito a minha forma de ser. Se eu comecei com personalidade de freira, onde só ouvia, trabalhava e calava, hoje em dia pode-se dizer que sou uma fera. Não.. não mordo ninguém. Mas já cá não mora a freirinha, caladinha de antes. 

Trabalhar em hotelaria mudou muito a minha personalidade. Deparei-me sempre com pessoas mal educadas, desrespeitosas, egoístas, malandras, intriguistas...enfim, uma lista infindável de personalidades "tóxicas". Nunca deixei de ambicionar algo mais, querer estudar e saber algo mais. Voltei aos estudos, a tentar seguir para a universidade. E consegui, com boa média, para Inglês.. Mas lá pregam-me novas partidas e fica tudo para trás. 

 

Fico a pensar se sou eu que não vou à luta e me deixo derrubar facilmente pelas adversidades... Ou se afinal tenho medo daquilo que ambiciono? 

Apesar de tudo, por mais que, por vezes deteste o local onde trabalho. Por mais mesquinhas sejam as pessoas que me rodeiam, por mais negatividade que veja à minha volta, não me tornei uma delas. Não me deixei contaminar por essa toxicidade e orgulho-me disso. 

Posso não estar plenamente feliz com a escolha profissional, mas não torno a vida dos demais num inferno. Não gosto nem suporto ver injustiças. Reconhecem o trabalho que faço, embora esporádicamente, mas não me afecta o desempenho, aliás se faço um bom trabalho é porque eu quero e não o sei fazer de outra forma. 

 

Porque apesar de ser um trabalho mais físico, se calhar menos intelectual e humano, sinto que falta tanta empatia entre as pessoas. Falta o espírito de entreajuda, equipa e companheirismo. A atenção para com o próximo. Não é por ser um trabalho manual, quase por vezes automático que vamos deixar de ser humanos e tratar as pessoas como tal.

Isto porque eu vejo muito, vingançazinhas. Vejo mesquinhez todos os dias, o querer prejudicar alguém porque não fez uma X tarefa. E isto depois torna-se numa bola de neve e gera mau estar geral. Se não gostamos daquilo que fazemos, porque permanecemos ali, frustrados, tristes, vingativos e de mal com a vida? Porque nos acomodamos e tornamos a vida do outro num inferno? 

Eu não gostaria de ser tratada assim. Apesar de não ser a minha profissão de sonho, eu faço com gosto. Aprendi a gostar e isso só melhorou o meu desempenho e a forma como vejo e me relaciono com outros, dentro ou fora do trabalho. Tudo é muito melhor, quando se gosta. Seja que profissão for. E mais... podemos ser aquilo que quisermos, basta querer. 

 

Fico extremamente triste de ver pessoas frustradas em seus locais de trabalho, com atitudes infantis e vergonhosas. Se tratarmos sempre os outros, como gostaríamos que nos tratassem, o mundo seria um local melhor. Aceitemos aquilo que temos no presente com alegria e agradecimento, uma atitude positiva, atrai coisas positivas. 

 

Concluindo... descobri uma nova vocação! Vou começar a pensar em seguir psicologia do trabalho! 

Definição da minha vida

Exterminado por Terminatora, em 22.01.18

Mas nem tudo é mau... Percebermos que estamos aqui de passagem, que tudo é passageiro, faz-nos encarar os dias com mais leveza. O sonho continua lá, mas não almejo mais além das minhas limitações e assim sinto-me em paz! E é óptimo!

Disparates que vejo por aí

Exterminado por Terminatora, em 06.01.18

Toda a gente já se deparou com notícias falsas a circular na internet, as mensagens de corrente, não entendo porque carga de água voltaram à moda (as pessoas devem mesmo pensar que não temos mais que fazer) e outras histórias deste género. Ora, de vez em quando deparo-me com cenas hilariantes e que até me fazem descontrair e agradecer o cérebro mais ou menos saudável que tenho. Ontem li algo sobre água crua. Só de ler para mim, soa a estapafúrdio. Dizer em voz alta é uma comédia. Hoje li mais sobre a nova "moda". Parece que a água que consumimos está cheia de químicos, e coisas que só nos faz mal. Devemos beber desta "água crua" engarrafada que custa uns míseros 30 e poucos dólares (por enquanto é só na América) por 5lt. Garantem que esta água não é esterilizada, filtrada ou submetida a qualquer outro processo "artificial"/"químico". Portanto, água saudável, cheia de micróbios e bactérias necessárias ao nosso organismo (se quisermos contribuir para a diminuição da população mais rapidamente). Há teorias e teorias!! Depois há a estupidez completa! Mas pensando bem... Ainda faço negócio com os poços de rega da minha família. Aposto que estas águas serão mais "ricas" em microrganismos que essas amostras baratas americanas! Consumir o que é nacional!

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